Como fazer um plano de abandono adequado?

Quando uma empresa nasce é necessário adotar alguns procedimentos para entrar em funcionamento e, dentre essas diretrizes exigidas, está o plano de abandono.

Ele constitui em uma estratégia de fuga caso aconteça algum acidente/tragédia no ambiente de trabalho. Nenhuma instituição está livre de riscos que podem acontecer de repente.

O ideal é que as empresas procurem fazer simulações constantes para deixarem seus colaboradores treinados para uma possível eventualidade.

As empresas brasileiras têm um saldo anual de aproximadamente 600 acidentes, mas também é preciso levar em consideração outros fatores que podem ocasionar em um sinistro: incêndios, desabamento ou uma queda de avião.

Guia de evacuação de área

Para formular um plano de evacuação de área apropriado e certo para cada tipo de empresa é imprescindível seguir algumas etapas:

  • Montar um diagrama simples e deixá-lo visível em lugares que todos vejam e tenham acesso;
  • Evitar usar cores e símbolos de difícil compreensão;
  • Checar sempre se as saídas emergenciais estão em perfeitas condições;
  • Jamais usar elevadores como saída de emergência;
  • Jamais sinalizar banheiros como saída de emergência;
  • Evite caminhos que tenham materiais inflamáveis ou que podem agravar a situação em caso de acidente;
  • Seguir caminhos largos para os funcionários saiam em caso de emergência, pois caso contrário, pode ocasionar sufocamento e pisoteamento;
  • Marcar um ponto de encontro seguro para todos os funcionários;
  • Verificar se as sinalizações como “Saída” e setas indicando o caminho certo de evacuação da empresa estejam corretos;
  • Certificar se há saídas de emergências para cadeirantes e deficientes em geral.

Nessa hora a tecnologia pode ser uma grande aliada das empresas, pois elas podem desenvolver aplicativos ou programas que orientem e/ou reforcem a melhor maneira de evacuação em caso de emergência de seus colaboradores.

A importância da inspeção predial

Todo prédio precisa passar por uma vistoria técnica, também conhecida como inspeção predial.

Ela é obrigatória e está, diretamente, ligada ao funcionamento e conservação do prédio – residencial, comercial ou público.

Com a inspeção em dia, muitos benefícios vêm aos moradores e proprietário como: valorização do imóvel, segurança aos moradores e funcionários, aumento da vida útil do prédio e queda nos reparos do imóvel.

Para garantir a aprovação do prédio na avaliação do imóvel, é necessário ter em ordem e em bom funcionamento de itens como:

  • Estrutura;
  • Impermeabilização;
  • Instalações hidráulicas e elétricas;
  • Elevadores,
  • Revestimentos;
  • Ventilação;
  • Coberturas e telhados,
  • Esquadrias;
  • Exaustão mecânica;
  • Sistema de Incêndios;
  • Sistema de Proteção contra descargas Elétricas (SPDA).

Quem é responsável por emitir o laudo de inspeção predial é o profissional capacitado e habilitado em engenharia, arquitetura ou uma empresa especializada em serviços de especialização.

Que esteja cadastrada no Conselho de Profissionais, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).

O laudo é a constatação e a garantia do bom funcionamento do prédio, caso aponte melhorias, é necessário fazê-las dentro do prazo indicado e, ao término dos reparos, a Prefeitura deverá ser informada de sua conclusão.

Todo esse procedimento de requisitar a inspeção e as correções apontadas no laudo ficam na responsabilidade do síndico, administrador ou proprietário do imóvel.

Item imperceptível, mas essencial no caso de emergência

Existe um item que poucas pessoas conhecem ou já ouviram falar chamado barra antipânico. Ela é um equipamento fundamental em emergências. Criada após duas tragédias:

Uma no ano de 1883, Inglaterra, onde morreram 183 crianças devido as portas fechadas da saída;

E a outra nos Estados Unidos, Illinois Theater em Chicago, onde morreram 603 pessoas também devido às portas de saída fechadas.

Depois disso, engenheiros desenvolveram uma fechadura na qual as portas fossem abertas mais facilmente por dentro, assim evitando tragédias semelhantes.

Essa barra tem a função de evacuação ágil e rápida, abrindo as portas imediatamente. É possível encontrar no mercado a versão da barra antipânico dupla.

Essas barras são encontradas, geralmente, em casas noturnas, mercados, prédios residenciais, casas de espetáculos, cinema.

Entre outros lugares que recebem mais de 100 pessoas — é de extrema importância esses locais conterem com esse sistema de segurança.

O mercado ainda oferece dois modelos de barras: o push que é um sistema de acionamento radical e o touch que é um sistema de acionamento horizontal que é ativado sob pressão, esses modelos possuem as mesmas características de segurança.

Lembrando que esse dispositivo é obrigatório pela ABNT NBR 9050 de acessibilidade exigindo que todas as saídas tenham o aparelho.

A porta sempre deve abrir no sentido de fuga e as barras devem estar em perfeitas condições de uso e devidamente instalados.