Passo a passo para proteger a sua edificação de incêndios

Para proteger a edificação – bem como os aparelhos e as estruturas localizadas em seu interior – de descargas elétricas, a aplicação de um sistema é fundamental: a instalação de para-raios.
Trata-se de um equipamento que tem a função primordial de fazer a captação de raios.

Após servir como captador – quando a antena “puxa” o raio –, ele redireciona a descarga elétrica, guiando-a para o chão em um sistema de aterramento e, assim, dissipa a energia.

No Brasil, o para-raios é regulamentado pelo Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), que exige o cumprimento da Norma Brasileira (NBR) 5419/2015 aprovada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A medida em questão, tem por objetivo fornecer os requisitos mínimos essenciais para garantir o funcionamento e a operação de forma adequada e segura do sistema de para-raios.

De maneira geral, ela serve tanto para os produtos quanto instalações, incluindo também a proteção de ambientes e equipamentos contra os efeitos indiretos dos raios.

Para o projeto de instalação de para-raios, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como por exemplo: a altura da edificação, a área horizontal, os equipamentos utilizados naquele local e o custo de implementação.

Equipamentos para proteção contra incêndios

Um equipamento facilmente instalado e com alta capacidade de minimizar acidentes e tragédias, é o detector de fumaça.

Como o próprio nome indica, é responsável por detectar qualquer sinal de fumaça no ambiente acionando, assim, um sistema de alarme – já este, é encarregado de avisar as pessoas que estão no local sobre o incidente.

É um aparelho formado por uma estrutura que armazena o sensor de fumaça e os circuitos eletrônicos responsáveis pelo soar do alarme.

Há dois tipos mais comuns de detectores de fumaça que se diferenciam pelos seus sensores: o sensor fotoelétrico e o iônico.

Um detector fotoelétrico simples é linear, possuindo de um lado uma fonte de luz e do outro um sensor, seu nome se deve porque o aparelho transforma luz em eletricidade.

Nele, em uma estrutura em forma de T, estão posicionados o emissor de luz, em uma das extremidades da parte horizontal do T, e o sensor fotoelétrico, que fica na base da parte vertical do T.

Enquanto não há fumaça, a luz segue em linha reta, mantendo o alarme desligado. Quando há presença de fumaça, ela penetra na estrutura fazendo com o que o feixe de luz seja desviado em 90°, atingindo o sensor e disparando o alarme.

No detector de fumaça iônico, a estrutura contém ar e uma pequena quantidade do elemento amerício-241, uma fonte de radiação extremamente baixa e inofensiva.

O funcionamento é simples. Nas duas extremidades da câmara existem placas metálicas que são energizadas com corrente contínua.

O ar ionizado pelo amerício-241 conduz a eletricidade entre as placas. Quando a fumaça penetra na câmara, dessa forma, a corrente é interrompida, disparando o alarme.

Qualquer que seja o sistema utilizado, é importante que estejam conectados à uma central de monitoramento, onde poderão ser tomadas as medidas necessárias em caso de incêndio, mesmo na ausência de pessoas no local.

Você sabe o que é SPDA?

O laudo SPDA é o documento de inspeção exigido, anualmente, pelo Corpo de Bombeiros.
Essa medida visa atestar a qualificação do sistema de aterramento, os cabos condutores e também os captores (antenas que “puxam” os raios).

O estado do equipamento para-raios deve ser avaliado e assinado por um engenheiro técnico, a fim de garantir que o sistema exerça sua função com base nas normativas do SPDA.

Com o objetivo de garantir a proteção e a segurança de determinadas edificações, o Corpo de Bombeiros (CBPMESP) exige e emite o Laudo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

Este documento apresenta uma série de medidas estruturais e técnicas integradas com o objetivo de garantir a edificação um nível ótimo de proteção no segmento de segurança contra incêndios e pânico.

O laudo certifica que a edificação tem todas as condições de segurança contra incêndios, que por sua vez, estão previstas nas normas, estabelecendo um período de revalidação. De modo geral, o AVCB é obrigatório em:

  • Construções e reformas;
  • Mudanças da ocupação ou uso;
  • Ampliação da área construída;
  • Regularização das edificações;
  • Áreas de risco;
  • Construções provisórias (como circos e eventos).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *